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Previsão de crescimento das térmicas abre espaço para desenvolvimento tecnológico nacional

Muito tem se discutido sobre a inserção de usinas térmicas na matriz brasileira para dar mais segurança energética ao país, diante das previsões de agravamento das crises hídricas e de crescimento do mercado de gás natural. O Plano Decenal de Expansão de Energia – PDE 2030 – considera a inflexibilidade termelétrica e integração gás-eletricidade como um dos cenários dentro das “visões de futuro para o parque gerador de energia elétrica”.


Avaliações relatam que o aumento da contribuição da fonte termelétrica na matriz energética brasileira apresenta muitas oportunidades de desenvolvimento tecnológico local, buscando a integração dessa indústria às demais atividades econômicas, de forma efetiva e ambientalmente adequada.


A empresa já vem trabalhando em projetos para térmicas, tanto em pesquisa e desenvolvimento (P&D) como em serviços especializados, e consolidando know-how na área. Esses projetos têm o objetivo de melhorar a eficiência das usinas no aspecto de desempenho operacional, em atendimento a normas regulamentadoras de segurança, em especial à NR-13, e à legislação ambiental, reduzir custos de operação e manutenção e prolongar a vida útil dos equipamentos.


Monitoramento para gestão de ativos


Os equipamentos de uma usina térmica operam em condições mais severas, em termos de temperatura e pressão, por exemplo, e, por isso, estão mais sujeitos a desgastes e falhas. Quanto mais dados dos equipamentos forem coletados, mais eficiente será a gestão desses ativos. Daí a importância do monitoramento contínuo dos ativos mais críticos de uma termelétrica, que ajudem a identificar as características de condição e de desempenho.


“A análise de eventuais falhas, que envolve a caracterização de materiais, determinação de carregamentos, identificação de descontinuidades por meio de ensaios não destrutivos, associada à análise de integridade estrutural, com o emprego de normativas para Fitness For Service (FFS), levam ao prognóstico de dano para cada ativo”, explicou Filippin. Segundo ele, esse prognóstico de dano permite a operação segura e confiável dos empreendimentos termelétricos.


Aspectos ambientais


A gestão de ativos em usinas térmicas envolve, também, aspectos ambientais, particularmente relevantes nesse tipo de fonte de energia. A gestão da água que, depois do gás natural ou biometano, é o insumo mais importante para a operação das termelétricas de ciclo combinado, e o monitoramento de emissões de gases (CO2 e NOX) são dois pontos de atenção.


A gestão do consumo de combustível da usina também impacta diretamente o controle das emissões atmosféricas. Por isso, ajustes periódicos dos equipamentos (considerando a relação ar/combustível), em função das variações sazonais da umidade relativa do ar, também são imprescindíveis e demandam um conhecimento específico, bem como a definição de modelos de ajuste cada vez mais elaborados e integrados. Em função do cenário mundial, a tendência é que os limites de emissões, no Brasil, também passem a ser mais restritivos.


Para os especialistas, a perspectiva de expansão da geração térmica aliada aos compromissos com a sustentabilidade devem incentivar investimentos em novas frentes de pesquisas para o desenvolvimento de tecnologias adequadas à realidade do país.


Fonte: Canal Energia
 
 
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